terça-feira, 15 de setembro de 2009

Chuvas massivas no oeste da África já mataram 159 pessoas

14/09/2009 - Enchentes no Oeste da África deixaram mais de 159 mortos e 600 mil desalojados de acordo com estimativas das Nações Unidas. Médicos Sem Fronteiras (MSF) reforçou suas equipes em Burkina Faso e Níger para providenciar assistência, em parceria com o Ministério da Saúde, para pessoas deslocadas.

O dia primeiro de setembro não foi um dia comum. Em Ouagadougou, capital de Burkina Faso, 26,3cm de chuva (equivalente a um quarto da média anual de chuvas) caíram em 12 horas. Mais de 24 mil casas foram destruídas e 150 mil pessoas - um habitante em cem - ficaram desalojadas. No mesmo dia, em Níger, na cidade de Agadez, 3,5 mil casas foram destruídas e 28 mil pessoas foram afetadas pelas inundações.

Equipes de MSF em Burkina Faso e em Níger imediatamente entraram em ação para detectar as necessidades e para garantir, junto ao Ministério da Saúde, que as vítimas tenham acesso a cuidados médicos e para que os hospitais funcionassem.

“A população de Ougadougou agiu de forma rápida e massiva”, disse Mohamed Morchid, chefe da missão de MSF em Burkina Faso. “Essas foram enchentes particularmente maciças. Ninguém pode lembrar inundações tão volumosas nas décadas recentes, mas não há caos. Muitos desabrigados estão sendo hospedados por parentes, dezenas de milhares estão em escolas ou às vezes em centros médicos”.

“Eles estão recebendo comida e suprimentos básicos. O Ministério da Saúde está oferecendo consultas gratuitas nas clínicas montadas em alguns dos locais onde as pessoas estão agrupadas. Mas nem todos os locais estão cobertos e há uma falta de medicamentos. O valor adicional que MSF tem nesse contexto é, principalmente, devido à capacidade de responder rapidamente às necessidades médicas específicas enquanto medidas de larga escala estão sendo montadas.”

Cinco equipes médicas móveis estão tratando pessoas desabrigadas em dois distritos em Ougadougou, Bogodogo e Boulmiougou.

“Nós estamos atendendo pacientes com ferimentos infectados, feridas ocorridas quando eles tentavam salvar seus pertences à medida que a água subia”, disse Morchid. “Muitas pessoas também estão sofrendo de diarreia, certamente ligada às péssimas condições de higiene desde o inicio das inundações. Há também as doenças usuais – malária e infecções respiratórias e de pele. Nós os tratamos no local porque eles não podem ir até seus centros médicos habituais.”

Equipes de MSF também estão distribuindo sabão para as vítimas das enchentes e avaliando o acesso à água potável e às condições de higiene. Eles estão construindo latrinas e duchas temporárias em alguns dos locais de aglomeração.

O principal hospital da capital, Yalgado, foi danificado e alguns departamentos, como os de diálise e de urgências, não estão mais funcionando. MSF montou duas tendas de 12 leitos para aumentar a capacidade de pacientes no departamento de emergências pediátricas no hospital do distrito de Bogodogo. Medicamentos estão sendo doados para as clínicas do Ministério da Saúde que ficam nos locais onde as vitimas da enchente se aglomeraram.

Na cidade de Agadez, em Niger, atividades de MSF incluem uma clínica móvel, distribuição de suprimentos de higiene básicos para 2 mil famílias e a construção de latrinas em escolas que estão servindo de abrigo temporário para as vítimas.

Durante a estação das chuvas, de junho a setembro, enchentes ocorrem em alguns países do oeste africano. Dois anos atrás, os números foram alarmantes: 300 mortos e 800 mil pessoas afetadas ao longo da região. Este ano, o número de mortes é particularmente alto em Serra Leoa (103 das 159 mortes).

Fonte: MSF

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Se joga !!!

Bolsas e vestidos não são exatamente artigos de primeira necessidade e por isso são sérios candidatos a serem cortados do orçamento quando a crise aperta.

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Pensando nisso, a indústria da moda resolveu dar um empurrãozinho nas vendas com o eventoFashion's Night Out (algo como Noitada da Moda, em tradução-livre), marcado para esta quinta-feira, 10 de setembro, véspera do início da Semana de Moda de Nova York.

Mais de 700 lojas em 13 países (Estados Unidos,Brasil, Grécia, Itália, Rússia, Índia, China, Japão, Grã-Bretanha, Espanha, França, Alemanha e Taiwan) ficarão abertas até mais tarde e terão eventos especiais para atrair os consumidores.

A ideia partiu editora da revista Vogue americana, Anna Wintour e atraiu o apoio de lojistas, modelos e estilistas.

Como dizem no mundo da moda, se joga!

Fonte: BBC

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

MAMA ÁFRICA

Eles já encarnaram rockstars, visitaram o Brasil, viram o Apocalipse de perto e até tiveram de salvar o mundo - ou melhor, Springfield. E dessa vez, os Simpsons ganharam uma versão angolana.

A transformação dos personagens de Homer, Marge, Bart, Lisa e Maggie se deu porque a Fox, que veicula o seriado de Matt Groening, começará a transmitir o programa em Angola, na África. Uma agência de publicidade da região criou a versão afro-descendente da família como forma de anunciar o novo serviço de TV via satélite de um canal local.


Fonte: Rollingstone

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Lima: A capital da Bolívia?

Fonte: Wikipédia

Quem disse que não podemos mudar a Geografia do mundo? Pois bem, outro dia ouvi alguém comentar que Lima é a capital da Bolívia. (Para o mundo que eu quero descer !!!)

Tudo bem que vez por outra comento gafes com a ortografia, mas pera lá, tudo tem limite! E para quem não conhece esta ''cidadizinha'', ai vamos nós.

Lima é a capital e a maior cidade do Peru situada perto da costa do Pacífico, é também a capital da província de Lima.Lima tem cerca de 8.4 milhões de habitantes (cerca de um terço da população peruana), e é o centro econômico e político do país, concentrando mais de 70% de sua indústria (as principais são as têxteis, papel, alimentos e tintas), metalurgia, construção naval e comércio.

Tal crescimento foi produto principalmente do
êxodo rural e migração urbana (saindo de cidades menores do país) das últimas décadas, especialmente desde os anos 50 do século XX.


Fonte: Wikipédia


segunda-feira, 24 de agosto de 2009

De coração apertado por um povo

No site da Portas Abertas, a editora da revista Cristina Ignacio publicou em seu blog algo que é realmente muito preocupante.

Os norte-coreanos precisam que mais e mais vozes se levantem em favor deles

Os norte-coreanos precisam que mais e mais vozes se levantem em favor deles

Acabei de ler uma reportagem sobre a Coréia do Norte na revista Veja desta semana. São 10 páginas e muitas fotos retratando o que a própria revista chama de “o país mais fechado (e estranho) do mundo”.

Na verdade, eu quase poderia dizer que “estou cansada de saber” o que a matéria mostra – campos de concentração, fugas desesperadas, fome, a grandeza “de fachada” e a miséria do cidadão comum. Nenhuma grande novidade. Apenas a ausência, já esperada, de qualquer referência específica às violações da liberdade religiosa. Há sete anos a Coreia do Norte ocupa o topo da Classificação de países por perseguição. Lendo a matéria, não dá pra duvidar que os cristãos, por cultuarem a “um outro” Deus que não os membros da família Kim, sofram pressão extra do regime.

Mas, enquanto eu lia a matéria, meu coração mais uma vez se apertou por aquele povo. Não apenas pelos nossos irmãos, mas por todos os norte-coreanos.

Sei que milhares e milhares de pessoas estão orando há anos por esse país. Sei que temos um Deus que não está alheio à história e que, no devido tempo, há de intervir definitivamente nessa situação. O simples fato de essa reportagem ter sido publicada pode ser um bom sinal. A jornalista que escreveu a matéria, para quem “o regime já começa a apresentar fendas”, faz coro com o que a mídia internacional vem apontando já há algum tempo: com a suposta grave doença de Kim Jong-il, seu provável sucessor, o filho mais novo Kim Jong-un, não conseguiria manter as coisas como são hoje.

Todos nós podemos ser usados como instrumentos para que aquele país experimente uma transformação radical. Que permaneçamos com os nossos joelhos dobrados em oração e prontos para erguer a nossa voz “pelo direito de todos os que se acham desamparados” (Pv 31.8).

Cristina Ignacio - Editora Portas Abertas

terça-feira, 18 de agosto de 2009

A conta tá fincando grande

Senadores de partidos de oposição e da própria base governista querem investigar a conexão da família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), com a construtora Holdenn Construções, Assessoria e Consultoria Ltda., cujo principal nicho de negócios é o setor elétrico, área em que o senador exerce influência.


Reportagem publicada ontem pelo Estado mostra que dois dos três apartamentos ocupados pela família na Alameda Franca, na região dos Jardins, em São Paulo, estão em nome da empresa, antes batizada de Aracati Construções, Assessoria e Consultoria Ltda.

O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), afirma que seria "simplório" atribuir a uma coincidência a ligação da empreiteira com os imóveis. "Tenho certeza que não é isso, mas não vou pré-julgar", diz. "O certo é que não deve pairar nenhuma dúvida sobre essa questão, sob pena de o processo de investigação se estender até o setor elétrico." Para Guerra, os fatos em si "são extremamente graves".

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Demóstenes Torres (DEM-GO), é categórico ao defender que as "evidências" de troca de favores são motivo de sobra para instaurar uma investigação. "Estão sobrando evidências, e não dá para desconhecer", alegou. "Quantas denúncias mais ele agüenta?", questionou. Pela avaliação do senador de oposição, os fatos divulgados até agora pela imprensa, como abuso de poder, nepotismo e a suspeita de corrupção, fragilizaram não apenas o presidente do Senado, mas também a instituição e os demais parlamentares.

"O Congresso não pode fechar os olhos ao que tem saído (na imprensa) relacionado ao presidente Sarney", defendeu. "É necessário que o Conselho de Ética se manifeste, em vez de arquivar as denúncias." Na opinião dele, a situação chegou a tal ponto que até mesmo os aliados do presidente do Senado deveriam "começar a se manifestar e a pensar no próprio Sarney". Para Torres, a situação é insustentável. "Na medida em que as denúncias avançam, suas vísceras ficam expostas e ele se desgasta cada dia mais", afirma. "Agora, não é mais um desgaste pessoal, é de todos no Senado e todos os senadores ficam afetados".

O senador Walter Pereira (PMDB-MS), da base governista, disse esperar que Sarney dê as explicações sobre a compra ou o uso dos apartamentos em São Paulo. Segundo ele, em tese, Sarney pode estar recebendo favores. O senador lembrou que Sarney, como presidente do Senado, tem verba de representação para se hospedar em hotéis em São Paulo. "Por que ele preferiu o apartamento? Isso precisa ser esclarecido", disse o senador.

A reportagem do Estado revelou que um dos apartamentos foi utilizado por Sarney, por exemplo, em junho passado, quando o presidente do Senado viajou a São Paulo para acompanhar a recuperação da filha, Roseana, operada para correção de um aneurisma cerebral.

"Mesmo que não tenha a eiva de qualquer envolvimento pecaminoso e de qualquer troca de favores, tem de esclarecer. Se foi levantada a dúvida, ele (Sarney) precisa esclarecer. É o ônus de quem exerce o mandato popular. Vale para Sarney, para mim e para todos os que foram eleitos. Todo homem público tem o dever de prestar contas no que envolve suas ações", disse Pereira.

O líder do DEM, senador José Agripino (RN), considerou que a ligação de Sarney com a empreiteira no caso dos apartamentos agrava ainda mais a situação do presidente do Senado. Para Agripino, as questões que foram levantadas contra o presidente do Senado até agora já são suficientes para a instauração de processo por quebra de decoro parlamentar. "É uma sequência inominável de denúncias gravíssimas", disse. O líder de oposição afirmou que a abertura de processo contra Sarney no Conselho de Ética do Senado depende dos votos governistas. "Vamos ver se serão sensibilizados pelos fatos ou pelos argumentos de Lula", disse.

O senador Renato Casagrande (PSB-ES), que integra partido governista, afirma não ter dúvida que o "grande equívoco" do Senado tem sido o de impedir as investigações de episódios relacionados ao presidente da Casa. Segundo ele, a estratégia da tropa de choque tem dado resultado oposto ao esperado.

Fonte: O Estado de SP